A definição ampla que temos hoje de cultura é o conjunto de hábitos, crenças e conhecimentos de um grupo de pessoas. Podemos encontrá-la em civilizações, grupos de amigos e, ao que nos interessa hoje, dentro de empresas. Utilizamos o termo cultura organizacional para designar, segundo Schein (1985), um conjunto de pressupostos inventados e desenvolvidos com a finalidade de adaptação de problemas na empresa, e que devem ser ensinados a novos membros como a forma correta de perceber, pensar e sentir em relação a eles.
Na pratica, é toda a ação e sentimento que está intrínseco, enraizado na organização, e também explicito através de suas aparências físicas, o que acaba ditando as soluções que a empresa toma. Sendo responsável por mostrar a essência da organização, ela é perceptível desde a contratação de novos funcionários até como o produto chega ao cliente.
Para Carvalho (2008), existem três níveis de cultura organizacional, os artefatos visíveis, os sistemas de valores declarados e as certezas tácitas compartilhadas. Os artefatos visíveis são tudo aquilo que é físico, como cartazes, uniformes, decoração, a forma como gestores se vestem e se comportam. Os valores declarados são aqueles que estão abertos ao debate, como a empresa se mostra. No último e mais profundo nível estão as certezas tácitas, que ditam a forma de agir, perceber e pensar da empresa, são diretamente responsáveis pelas soluções que ela toma.
Por tomar espaços tão importantes dentro de uma organização, a cultura organizacional pode sim levar uma empresa ao sucesso. Vemos que, além da imagem, estamos falando de poder de escolha e de solução, de forma de agir e pensar. Se a cultura não está alinhada ao produto, a empresa enfrenta dificuldades, e colocá-la conforme o que a organização necessita pode implicar até na substituição de gestores e pessoas de maior influência. Esse é um dos pontos que nos levam a crer na necessidade de sempre rever o que está enraizado.
Vivemos hoje uma era digital e de renovação de informação a cada segundo. Por isso, entrar no âmbito de sistema de valores, naquilo que as empresas nos dizem ser, está cada vez mais perto das certezas tácitas. Temos feedbacks sobre os produtos que compramos em tempo real, assim como uma facilidade em acessar informações, o que pede a transparência da empresa pra que não caia na falsa exposição de valor.
A inovação pede das empresas a transparência dos valores e dos propósitos, o que gera maior preocupação sobre como a cultura organizacional está sendo mantida. Isso aumenta a importância de todas essas questões e pode acabar sendo decisivo no sucesso das organizações.
Indicação de vídeos:
Esse vídeo fala um pouco sobre como a cultura organizacional funciona e o que ela pode gerar em uma empresa, o quão profunda e enraizada ela pode estar.
Neste vídeo também temos uma breve explicação, porém nos fala um pouco sobre os valores da empresa Vale, o que gera uma reflexão de como a tragédia em que foram responsáveis impactou na empresa.
Referências:
CARVALHO, Sueli Galego de. Gestão do fator humano: uma visão baseada em stakeholders. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2008.
SCHEIN, E. Organizational culture and leadership. San Francisco: Jossey-Bass, 1985.
Alunos:
- André Luiz Vicente
- Carlos Humberto da Costa
- Fabrício Caitano Veríssimo
- Horácio Fernando Gonçalves Rabelo Neto
- Marina Miranda Suzuki
- Natalia Gurgel Sousa
- Otávio Henrique Vieira de Pinho
- Raphael Silva Nunes Pinheiro Felipe
- Victor Hugo Silva Pinto Borges


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